Eu sempre tive a impressão de que existe alguma conexão com o universo… pode chamar de energia, Deus, o que fizer sentido para você. Não sei explicar muito bem. É mais um sentimento, quase uma confirmação silenciosa de que existe algo além de nós. Mas isso é assunto para outro momento.
Outro dia, assistindo ao filme Any Given Sunday, teve um trecho que me marcou. No discurso final, o personagem do Al Pacino fala sobre como a vida é um jogo de centímetros
Al Pacino / Coach D’Amato: (01:47)
You find out life’s this game of inches. So is football because in either game, life or football, the margin for error is so small. I mean, one half a step too late or too early and you don’t quite make it. One half second, too slow, too fast, you don’t quite catch it. The inches we need are everywhere around us. They’re in every break of the game, every minute, every second
Isso ficou na minha cabeça porque é exatamente assim. Na vida, muita coisa se decide em detalhes pequenos. Às vezes você perde uma oportunidade por quase nada. Ou encontra algo importante pelo mesmo motivo.
E foi nessa hora que eu lembrei da minha esposa.
A gente se conheceu depois que voltei de Dublin, antes da pandemia. Foi algo leve, simples, natural do jeito que eu sempre gostei. Mas eu não estava pronto. Estava machucado, fechado, sem conseguir enxergar que alguém podia realmente querer o meu bem, mesmo estando ali, ao meu lado. E então deixei passar.
Só que, de alguma forma, as coisas se reorganizam.
Pouco tempo depois, eu precisava de um emprego. Marquei uma entrevista. Foi tudo meio automático: documentos, cadastro, foto, ligação, espera. Fiz a entrevista, apertei a mão do entrevistador e comecei a descer as escadas.
Foi então que ouvi o som de passos de salto alto no chão. O entrevistador já tinha passado pela porta, mas eu resolvi segurá-la por um instante, quase por reflexo, só porque o som estava se aproximando.
E era ela.
Hoje, minha esposa.





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